Deito-me

Fotografia

E espero um dia fazê-lo agarrado a sonhos que hoje ainda me escapam. Como poeira nas mãos. Que sinto picar-me a pele. Desejosa de toques. Teus. E hoje adormeço. Mais uma vez. Sem te poder tocar. Nesta escuridão que agora me engole quando ainda há pouco o nosso refúgio era. E não sei ver a diferença. Mas ela cá está. Perante mim. Enorme. Óbvia. Como o meu sufoco. Preto. Sem nada conseguir vislumbrar embrenho-me no opaco negro. E imagino-te diante de mim. E não estás. E o cansaço leva-me a desisitir. Falhado no momento de te sentir a falta. Porque amanhã tudo isto será difuso. E o sentido regressará ao meu curioso olhar. Que hoje não te encontrou. Por trás desta corrente de negrume. Resta o meu sono. E nada mais para além disso. E nada me torno agora. E nada sou. Nada.

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