Há Dias Que Assim Correm

2010-07-21_08-22-04

Mesmo quando não correm. E imagino-me por lá. À sombra de uns edifícios que são a minha casa. E as crianças ao fundo brincam e descobrem um carreiro de formigas. E eu separo-me disso tudo. E no entanto sou-o. E o sol por vezes aquece-me o peito. E outras vezes mal o sinto. Porque. Também. Sou-o. E quando quero esquecer tudo e todos viro-me e volto a pegar no meu livro amarelo. E leio-o. E lembro-me do teu sorriso. E fico mais pequeno. E tudo o resto escapa-me. E suo. E o vento toca-me. E ao meu lado uma mulher ri-se. Sentado aprecio o rescaldo do dia. E as pessoas seguem. Arrumam as suas coisas. As suas toalhas. As suas cadeiras. E saem. Do meu ponto de vista. E deixo de pensar nelas. E no carreiro de formigas. Pele pintalgada pelo frio. E imagino-me num dia assim. Um dia em que posso lembrar-me do teu sorriso. E esquecer-me do resto.
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